O reajuste do salário mínimo em 2025 promete influenciar a economia e o orçamento familiar de milhões de brasileiros. Segundo o Projeto de Lei Orçamentária para 2025, enviado ao Congresso, o novo piso será de R$ 1.509, representando um aumento de 6,87% em relação ao valor atual de R$ 1.412.
Como é calculado o reajuste?
A correção segue a fórmula definida em 2023: inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado até novembro de 2024, somada ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. Para 2025, o PIB de 2023 foi de 2,91%, enquanto a inflação prevista é de 3,82%.
O impacto no orçamento público
Para cada real de aumento no salário mínimo, o governo estima um impacto de R$ 370 milhões no orçamento, afetando diretamente benefícios como o INSS, o seguro-desemprego e o abono salarial. Este último terá seu cálculo ajustado para seguir apenas a inflação, diferente da política de valorização do salário mínimo, e deverá equivaler a um salário e meio até 2035.
Gastos controlados, mas desafios no horizonte
A nova regra fiscal limita os aumentos reais do salário mínimo a 2,5% acima da inflação, alinhando-se ao crescimento econômico. Apesar disso, o governo enfrenta críticas devido ao potencial impacto nos programas sociais e nos benefícios vinculados ao mínimo, especialmente em um cenário de recuperação econômica.
Qual será o cenário futuro?
Além do salário mínimo de R$ 1.509 em 2025, projeções indicam que o piso poderá alcançar R$ 1.595 em 2026 e R$ 1.687 em 2027. No entanto, qualquer mudança nos indicadores econômicos pode alterar esses valores, o que torna a política fiscal um tema central para os próximos anos.
Com a implementação dessas regras, o governo busca equilibrar o crescimento dos gastos obrigatórios com a sustentabilidade das contas públicas. Ainda assim, as decisões exigem cuidado para evitar pressões excessivas sobre a população de baixa renda.